FIFA enfrenta impasse por direitos da Copa do Mundo em mercados-chave

 
A FIFA enfrenta dificuldades para fechar acordos de transmissão da Copa do Mundo de 2026 em dois mercados estratégicos: China e Índia. A poucos meses do início do torneio, marcado para acontecer entre 11 de junho e 19 de julho, a entidade ainda não chegou a um consenso com empresas desses países.

De acordo com informações divulgadas pela Reuters, a situação é especialmente delicada na Índia. Uma proposta apresentada por uma joint venture envolvendo a Reliance Industries e a Disney ofereceu cerca de US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 100 milhões) pelos direitos de transmissão. O valor, no entanto, ficou bem abaixo das expectativas da organização máxima do futebol, que optou por não aceitar a oferta.

O cenário também é incerto na China, um dos maiores mercados consumidores do mundo. Durante a Copa de 2022, o país foi responsável por quase metade do total global de horas assistidas da competição em plataformas digitais e redes sociais.

Ainda assim, até agora não houve acordo para a edição de 2026. Nas Copas anteriores, a estatal China Central Television (CCTV) havia adquirido os direitos com antecedência e iniciado campanhas promocionais semanas antes do torneio.

No mercado indiano, a negociação esbarra não apenas em valores, mas também em questões de audiência. A FIFA chegou a pedir inicialmente US$ 100 milhões pelos direitos das edições de 2026 e 2030. Em 2022, a Reliance desembolsou cerca de US$ 60 milhões pelos direitos de transmissão, que alcançou mais de 110 milhões de espectadores no país.

Desta vez, porém, a empresa avalia que o interesse pode ser menor, já que os jogos serão realizados na América do Norte e transmitidos em horários pouco favoráveis ao público, muitos deles após a meia-noite.

Mesmo com uma revisão para baixo em suas exigências financeiras, a FIFA ainda considera insuficiente a proposta atual. O impasse evidencia os desafios comerciais enfrentados pela entidade em mercados-chave, especialmente em um contexto de mudanças nos hábitos de consumo e nas dinâmicas globais de audiência esportiva.

Postar um comentário

0 Comentários