Conselho do Corinthians mantém modelo sem SAF e aprova reeleição do presidente Osmar Stabile

 
Os conselheiros do Corinthians aprovaram mudanças no estatuto do Timão durante reunião realizada no Parque São Jorge. Entre as decisões, foi liberada a possibilidade de o presidente Osmar Stabile concorrer à reeleição no pleito previsto para o fim de 2026, enquanto duas propostas ligadas à criação de uma SAF para o futebol foram rejeitadas.

A votação ocorreu no âmbito do Conselho Deliberativo e tratou de diferentes pontos estruturais do clube. Ao mesmo tempo em que avançou na questão eleitoral, o órgão optou por manter o modelo atual no que diz respeito à transformação do departamento de futebol, indicando resistência a alterações nesse formato neste momento.

Na análise das propostas relacionadas à Sociedade Anônima do Futebol, a manutenção do estatuto vigente recebeu 40 votos. O número superou os 26 obtidos pela alternativa que previa mecanismos de controle do clube sobre uma eventual sociedade, como veto a decisões estratégicas e limitações na venda do controle.

Uma terceira proposta, que estabelecia participação mínima de 10% do clube, registrou 10 votos. Ao todo, 76 dos 81 conselheiros presentes participaram da votação, consolidando a decisão de não avançar com mudanças nesse tema.

Outro ponto aprovado foi a redução no número de integrantes do Conselho Deliberativo, que passará de 300 para 200 membros. A nova composição prevê a presença de conselheiros vitalícios e trienais, alterando a estrutura atual e redefinindo a distribuição interna do órgão, após a escolha do modelo considerado mais adequado entre as alternativas em debate.

A possibilidade de reeleição de Osmar Stabile foi confirmada com 46 votos favoráveis e 30 contrários, enquanto o sistema eleitoral individual para o Conselho Deliberativo foi o escolhido entre as opções discutidas. Além disso, ficou definido que a eleição presidencial passará a ser realizada em dois turnos, substituindo o modelo anterior.

O Conselho também deliberou sobre outras mudanças institucionais, como a autorização para reeleições sem limite entre seus membros e a definição de um período mínimo de três anos de associação para que os sócios tenham direito a voto. Entre as medidas adicionais, foi estabelecido que os integrantes do Conselho de Ética serão escolhidos pela Assembleia Geral, que a diretoria ficará responsável pelo orçamento do Conselho Deliberativo e que os balancetes do clube deverão ser divulgados a cada trimestre.

Em complemento, o novo formato do Cori estabelecerá um limite de participação para ex-presidentes, dividindo as vagas entre representantes da diretoria e do Conselho Deliberativo. Também foi rejeitada a criação do cargo de gerente do Parque São Jorge.

As decisões aprovadas ainda serão encaminhadas para validação dos sócios em Assembleia Geral, etapa necessária para que as mudanças passem a vigorar.

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