O Banco Regional de Brasília (BRB) ampliou o valor do patrocínio destinado ao Flamengo, que passou de R$ 32 milhões anuais para R$ 42,3 milhões no novo acordo firmado entre as partes. No novo acordo, revelado pelo O TEMPO Brasília, a instituição financeira não terá sua marca exibida nos uniformes utilizados pelos atletas do Rubro-Negro.
O contrato renovado foi publicado nesta semana no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) e terá validade até março de 2027, com possibilidade de prorrogação, como ocorreu em anos anteriores.
O novo vínculo foi oficializado em um momento delicado vivido pelo banco público, que enfrenta questionamentos relacionados à sua situação financeira e à condução de operações recentes. A instituição também convive com riscos de sofrer intervenção e até uma possível liquidação.
Antes da renovação, o BRB desembolsava R$ 32 milhões por temporada para manter exposição da marca ligada ao clube. Em diferentes períodos da parceria, o banco ocupou o espaço de patrocinador máster no peito da camisa e, posteriormente, passou a aparecer em áreas menos destacadas, como as mangas do uniforme rubro-negro.
Agora, a presença será mais discreta. O time carioca exibirá a marca “Nação BRB Fla”, banco digital criado em parceria entre as duas partes, em um espaço de menor visibilidade na camisa, cujo posicionamento ainda não foi definido oficialmente.
Operação Compliance Zero colocou BRB no centro das investigações
O cenário envolvendo o banco ganhou maior repercussão após o avanço das investigações relacionadas ao Banco Master. Sob suspeita de irregularidades financeiras e fraudes em operações de crédito, a instituição foi liquidada pelo Banco Central em novembro do ano passado.
Na mesma data, a Polícia Federal iniciou a operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do Master, além do afastamento de Paulo Henrique Costa da presidência do BRB.
Segundo as investigações conduzidas pela PF, o esquema teria movimentado mais de R$ 12,2 bilhões por meio de carteiras de crédito consideradas inexistentes. O Banco Central também apontou falhas nos mecanismos internos de governança do BRB, que não teriam identificado as operações classificadas como irregulares pelas autoridades.
Estimativas apontam que o banco público precisaria de ao menos R$ 8 bilhões para absorver os prejuízos relacionados à crise enfrentada pela instituição. Mesmo diante desse cenário, os investimentos em patrocínios, eventos e apoios comerciais cresceram de forma significativa nos últimos anos.
Durante a gestão de Ibaneis Rocha, que deixou o governo do Distrito Federal (GDF) em março deste ano, o BRB ampliou em 14 vezes os gastos destinados a esse tipo de ação. Apenas para 2025, o banco reservou R$ 125,8 milhões para patrocínios e iniciativas comerciais. Há cerca de 10 anos, esse valor girava em torno de R$ 1 milhão anuais, conforme informou O TEMPO Brasília.




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