O futebol pode contar com uma grande mudança para 2026. Segundo informação divulgada pelo jornalista argentino Gastón Edul, a FIFA estuda promover uma alteração na interpretação da regra do impedimento. A proposta em análise prevê um novo critério para a marcação da infração, exigindo que o atacante esteja totalmente à frente do defensor no momento do passe para que o impedimento seja caracterizado.
Dentro desse entendimento, situações em que partes do corpo como pé ou ombro estejam alinhadas com o marcador passariam a ser consideradas legais, validando a jogada.
Um dos principais defensores dessa mudança é Arsène Wenger, ex-treinador com longa trajetória no futebol europeu. Atualmente à frente do Departamento de Desenvolvimento Global da FIFA, o francês atua internamente para que a entidade avance no debate e encontre um modelo que torne a regra mais clara e funcional para o jogo.
Nos últimos anos, a discussão sobre a possível atualização do impedimento tem se intensificado dentro da FIFA, com avaliações técnicas e testes conceituais sendo conduzidos. A entidade considera a possibilidade de implementar a alteração já na Copa do Mundo de 2026, prevista para o meio do ano nos Estados Unidos, México e Canadá.
Mesmo que não haja uma reformulação completa, a intenção é reduzir controvérsias geradas por decisões baseadas em margens mínimas. Há cinco anos, o presidente Gianni Infantino já havia sinalizado essa linha de pensamento.
“Nós estamos pensando em fazer a lei do impedimento melhor. Não por causa do VAR, mas porque queremos mais gols, um futebol mais rápido e mais ofensivo“, disse em 2020.
O avanço dessas discussões indica que a FIFA segue avaliando caminhos para tornar o jogo mais dinâmico e reduzir interpretações controversas. As decisões podem impactar diretamente a forma como o futebol será jogado e arbitrado nos próximos anos.




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